sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Aquele que vier depois





Recuperar rascunhos | 2016 #4
23 de Agosto de 2016


O que vier depois,
Não terá fim.
Será duradouro,
Eterno,
Porque o não deixaremos morrer.
O que vier depois,
Será um ser chegado naquele instante,
Sem antes,
Nem passado,
Mas diremos sempre que chegou tarde.
O que vier depois,
Já não seremos nós,
Um fruto dos dois.
Nascerá órfão,
De caminho logrado.




terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Professor Karamba: ou a maldição de prever o futuro



Ora, uma vez que me correu tão bem a previsão de como seria o meu ano 2016, não resisto a fazer uma previsão de como será o 2017 para depois, lá para o final do ano, fazer uma comparação e ver se acertei em cheio ou dei o tiro mesmo ao lado.
Tive um bocadinho medo de mim mas, por outro lado, há qualquer coisa de lúdico e divertido nisto de adivinhar o futuro.

Pois que para 2017 a minha previsão é a seguinte:
- Vou ser egoísta.
Isto não é bonito, e não o digo com orgulho, mas é mesmo o sentimento que se apoderou de mim. Tenho um certo grau de confiança de que isto vai ser sempre a olhar para o próprio umbigo.

Até gostava de dizer que isto exclui aquele núcleo sólido de relacionamentos que tenho, e que esses são intocáveis e, como tal, vou ser egoísta mas sem me desviar das relações que mantenho com os outros.
Mas nem esse bom auguro sinto.
Que bom, não é?
Que bonita pessoa isto me torna!?

Para já é só uma previsão, lá para Dezembro então ou nos rimos ou choramos com isto.

[Ah, e Dezembro que nunca mais chega para ficarmos já a saber o que eu já sei tão bem...]


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Apenas uma resolução de ano novo

não consegui encontrar outra imagem com o número um...


Todos os anos começo este blog com uma lista de resoluções.
Este ano vou-vos poupar e vou-me poupar, porque só há uma coisa que tenho a certeza que devo fazer, que devo cumprir, que devo levar avante custe o que custar. Uma coisa: desistir das pessoas.

É isso mesmo. Para mim 2016 foi do mais insuportável que podia haver ao nível das pessoas, pelas mais variadíssimas razões.
(Ter feito obras em casa que deveriam ter demorado 3 meses e já vão em 6 convenhamos que contribuiu muito para a perda de fé na palavra das pessoas. Sim, senhores trolhas, carpinteiros, serralheiros, canalizadores, electricistas e tudo, e tudo, e tudo... isto é para vocês).

Aquela coisa maravilhosa que se chama "falta de palavra" ou de seriedade, ou de noção de compromisso, ou de honestidade, ou de verdade, ou de... ufa, tanta coisa mais, está tão agarrado ao ser humano que é impossível lutar contra isto. É impossível, sequer, tentar conviver e aceitar isto. Portanto, para não ir gastar muito dinheiro este ano em cremes anti-idade (bonito. nunca pensei dizer isto um dia) em tinta para o cabelo (algum dia há-de ser) e antidepressivos (em 2016 experimentei Valium pela primeira vez e não deixou saudades mas... quem sabe?...) foi de meu entendimento que o melhor, talvez mais fácil mesmo, e não me vou fazer melhor que aquilo que sou: é desistir das pessoas.

Ninguém foi capaz de se comprometer comigo com nada. Ninguém foi capaz, em momentos de adversidade, de conversar. Sim, conversar. Honesta e francamente. Parece que houve uma espécie de monda química lançada aos seres humanos e, de repente, conversar é a coisa mais difícil do mundo. As pessoas escondem-se atrás de telemóveis, de computadores, de terceiros, de desculpas, de o raio que os parta, mas parece que se perdeu a capacidade de usar as palavras usando a boca e a cara. E eu continuo a ser uma pessoa muito física. É uma merda, eu sei.

A minha quota parte de culpa nisto? Claro que existe. Pavio curto, paciência no zero, e filtro queimado. Não parecendo, esta combinação é uma merda para o convívio com os outros. Uma pessoa que está sem tolerância nenhuma, no limite da sua sanidade e que, a somar, não mede o que diz, isto dá uma caldeirada do mais azedo que há.
Ainda assim, mantenho a minha única resolução: desistir das pessoas.

[Mas só depois de amanhã que ainda tenho de ligar ao empreiteiro... gaita.]



domingo, 1 de janeiro de 2017

2017... vamos começar com calma, sim?






Agora é torcer os dedinhos para que os dias de merda cães fiquem lá atrás e nunca mais voltem, sim?

Vamos lá 2017!
Desta é que é!




[Não é?]