9.5.15

Do amor e do medo



Fosse o amor uma estrada e nem uma recta encontraríamos.
Nunca caminharíamos em frente.
Nunca veríamos o princípio e o fim.
Apenas um poço.
Profundo.
Uma espiral em direcção ao centro do mundo.
Um fosso.
Um caminho para a escuridão em curvas constantes.
Uma viagem para o desconhecido.
Através do ponto mais profundo em nós.
Através da nossa mente.
De um coração.
Se o amor tivesse um caminho até ele todos o conheceríamos.
Não andaríamos por becos.
Por caminhos apertados.
A sentir tremor nas mãos.
E medo nos pensamentos.
Não seríamos inseguros.
Não temeríamos o desconhecido.
Não teríamos medo de nós.
Do outro.
Dessa estrada que nos une.
Não teríamos medo de caminhar nessa estrada sem fim.
Nem medo de chocar no outro quando houvesse escuridão.
A escuridão não seria inimiga.
Seria uma luz.
Aquela que se acende quando queremos ver onde estamos.
Aquela que acendemos para espantar o medo.
Se o amor fosse uma estrada segura porque havia eu de ter medo de fazer o caminho às escuras?



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